24/fev/2011 - Olá, Sax tenor!
Na minha segunda aula de saxofone, o professor levou um sax tenor para que eu experimentasse. Logo de cara, me senti muito mais confortável com ele, apesar do tamanho. Ou por causa do tamanho. Como o tenor é bem maior que o alto, eu naturalmente usei minha perna para apoiar a lateral do instrumento e me pareceu muito mais leve do que eu tinha imaginado. Quando eu segurei o alto na primeira aula, eu senti um incômodo grande nos polegares e achei difícil de equilibrar. O tenor aparentemente "encaixou" melhor.
Pode até ser que eu já estivesse predisposta a achar o tenor mais agradável de segurar do que o alto, pelo fato de que eu já estava praticamente decidida a comprar um. De qualquer forma, foi exatamente o que eu senti: foi muito mais natural segurar o sax tenor.
O exemplar que eu usei nessa aula foi da marca Arena. O ponto negativo que percebi foi a correia meio vagabunda que veio com ele: parecia uma alça de nylon, dessas de mochila. Tão logo percebi que a correia poderia me machucar seriamente o pescoço, anotei mentalmente esse item na minha lista de compras.
O segundo momento mais feliz da noite foi soprar o tenor. Eu realmente tinha exagerado no drama "ó céus, e se eu não conseguir soprar???". Muito bom perceber que a barreira da coluna de ar não seria tão difícil de vencer.
Fiquei bastante feliz com essa descoberta pois só reforçou o que eu já estava planejando: eu iria comprar SIM um sax tenor.
Nessa aula, pratiquei a escala de dó a dó (primeira oitava) que havia aprendido na semana anterior e aprendi a segunda oitava! Iniciei o exercício de tocar de ré a dó, ligando as duas oitavas, a cada nota. Não sei se expliquei claramente, então vou tentar colocar a notação musical desse exercício, em outra ocasião.
E como o professor percebeu que eu estava fazendo progresso ele me ensinou o comecinho (comecinho MESMO) de Somewhere Over the Rainbow! Foram exatamente 6 notas, mas foi emocionante ter tocado minha primeira melodia!
Na aula de teoria musical, aprendi as pausas, assunto que não lembrava de ter aprendido antes (não quero ser injusta com meus professores anteriores de música).
26/fev/2011 "Nasce" Tenório
Foi numa linda manhã de sábado que nos encontramos.
Eu disse para o vendedor, apontando para a vitrine de instrumentos de sopro, com ares de quem entende do assunto: "Sax tenor, Jupiter, Serie 500, JTS 587, por favor."
Ele balançou a cabeça como quem percebe que vai ganhar uma comissão boa.
Depois de alguns minutos inquietantes de espera (ah, a espera!!), um segundo funcionário chegou carregando-lhe nos braços.
E então, violamos a caixa de papelão que envolvia o case original para verificar a integridade física do instrumento. Não que eu soubesse o que procurar, além de óbvios sinais de danos (amassões, arranhões, etc).
Ele estava lindo, brilhando em seu dourado glorioso!
"Chamar-te-ei Tenório!"
Então o trouxe para casa. Montei-o (sozinha e com receio de estar fazendo errado) e tirei algumas notas. Treinei a escala que eu já conhecia e arrisquei algumas melodias: Over the Rainbow, Ode to Joy, Asa Branca.
Depoimentos dos meus primeiros ouvintes:
"Eu não sabia que esse negócio era tão alto!" - Mãe, ao ser acordada da siesta pelo meu treino
"Quase que sai uma escala!" - Pai, depois de 15 minutos de dó-si-lá-sol-fá-mi-ré-dó...
07 a 09 de março/2011 - Amadeu Russo
Depois do primeiro final de semana de sopros displicentes, veio uma semana ocupada e sem aula de música (carnaval). Resolvi então finalmente (depois de um ano de apenas folhear e juntar poeira) utilizar um dos meus presentes de aniversário mais legais: o "Método Completo para Saxofone - Amadeu Russo".
Além dos exercícios que o professor havia passado de fazer a transição entre as duas oitavas, nota a nota, comecei os primeiros estudos do método, utilizando apenas quatro notas: sol-lá-si-dó.
Meu acordo tácito com os vizinhos é praticar o sax durante uma hora, no máximo até às 20h. Nesses três dias, minha prática se dividiu em meia hora para os exercícios que meu professor passou e meia hora para os exercícios do método. No terceiro dia, encerrei o treino apenas quando consegui completar os exercícios do método sem errar as notas ou as ligações.
10/mar/2011 - Respirar e ouvir como estudante de música
Finalmente, na última aula que tive, aprendi sobre dois tópicos que já tinha lido (e visto vídeos) a respeito: respiração diafragmática e golpe de língua.
Deu para sentir a diferença na duração do sopro ao utilizar a parte inferior dos pulmões para armazenar o ar e usar o diafragma para expulsá-lo. Mas não é algo facilmente dominável. Ainda preciso praticar bastante para que fique mais natural e instintivo.
Mesma coisa para o golpe de língua. É perceptível a diferença no som produzido pelo mesmo sopro, mas separando cada nota por um ligeiro golpe de língua na palheta. Mas ainda estou ouvindo o som da língua "lambendo" a palheta toda vez que faço isso. Preciso praticar isso também.
Na aula de teoria, um dos exercícios mais interessantes foi o ditado rítmico, em que o professor faz um ritmo cantando uns "tá-tá-tá" e o aluno escreve as figuras que apareceram. Além disso, o professor comentou algo não me havia passado pela cabeça: apesar de meu instrumento ser melódico, é muito importante que eu aprenda também sobre harmonia, para tocar bem em conjunto. Ele acrescentou ainda que o entendimento de harmonia seria particularmente útil para improvisações. Achei genial e fiquei animada em roubar o violão da minha irmã e trazer para a minha casa meu antigo teclado para ir aprendendo sobre isso.
O que mais me inspirou nessa terceira aula foi ouvir que agora eu tenho que escutar música com ouvidos de estudante de música, e não apenas apreciadora. Ser considerada "estudante de música" foi um pouco inusitado, mas fiquei igualmente animada com esse comentário.
14/mar/2011 - Primeiros tropeços
Ontem foi o primeiro dia que não completei os 60 minutos de prática. Meu estado de espírito não estava dos mais perseverantes, então assim que eu senti a dificuldade do golpe de língua, fui desanimando.
15/mar/2011 - Primeiros tropeços [2]
Hoje eu nem cheguei a pegar no Tenório... Não culpo ele, culpo meu cansaço.
O ponto positivo de hoje para meu aprendizado foi ter atualizado o blog!
Vamos ver se daqui pra frente não vou tropeçar nisso também.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirSofia, não desiste nessa fase, pega nem que 15 min, toque nem que seja a mesma música, só pra não perder a embocadura. Saiba que o cérebro aprender com as repetições, vai ter que repetir várias vezes pra treinar ele. Boa sorte, to te acompanhando e torcendo por ti.
ResponderExcluirteu pai é ótimo =p
ResponderExcluirValeu pelo apoio Simor! :D
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