domingo, 2 de setembro de 2012

Escalas - Onde a Harmonia começa

Antes de "aprender" a improvisar (não vou entrar agora na discussão sobre se dá pra ensinar ou não alguém a arte da improvisação) deve-se ter uma base forte de Harmonia.

E todo curso, capítulo de livro ou post de blogs e afins sobre Harmonia começa com Escalas.

Então vai o meu resumo sobre o que eu estudei de escalas (fiz esse resumo usando o OneNote da Microsoft):


Essa regrinha de verde de "identificando a tonalidade a partir da armadura" vale para as escalas Maiores.

E aqui vai o resumo sobre escalas maiores e menores! Eu até tentei juntar os dois em um único mas ficou TOO MUCH INFORMATION em uma única imagem e me atrapalhou mais do que ajudou, então vai:


Fiquei durante um tempo tocando cada uma das escalas maiores e menores até cansar (literalmente... estou meio doente e me cansei razoavelmente rápido hoje). O interessante é que eu tinha esquecido desse lance da enarmonia e quando toquei a escala de Ré bemol maior eu pensei "Eu não já toquei isso antes não?". Por um instante achei que tinha errado alguma coisa (como tinha feito errando a contagem do sexto grau de Mi Maior quando acabei inventando uma escala de Ré Sustenido Menor com quatro sustenidos em vez de seis). Mas depois eu percebi que se tratava de enarmonia e fiquei feliz de ter percebido isso sozinha... =P

Comecei a estudar Intervalos pelo livro do Bohumil Med (Teoria da Música, 4a Ed.) e o capítulo sobre Acordes do "Teoria Musical para Leigos" (Music Theory for Dummies). Depois vejo se dá pra fazer um post no estilo desse com algum "resumão".

No mais, comecei a ensaiar Wave para a minha apresentação solo no evento da escola de música que será em novembro.

Algumas das versões que tenho escutado para me inspirar:

Tom Jobim e Herbie Hancock: http://www.youtube.com/watch?v=CHQg2NZOTXE

Gal Costa, cantando em português: http://www.youtube.com/watch?v=o6ADChhquXM

Tom Jobim e Gal Costa (cantando em inglês): http://www.youtube.com/watch?v=FHoPgEra4V0

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Improvisação 101

O teatro escuro, a cortina abre, a bateria começa a marcação timidamente, a banda toda acompanha aumentando o volume progressivamente. Dois saxofones fazem uma base, outros dois iniciam a inconfundível melodia de Watermelon Man, outras duas vozes de sopro respondem. 


Se tudo der certo é assim que vai começar a mostra de alunos desse ano da minha escola de música. :)


Estou me colocando o desafio de aprender ALGUMA coisa de improvisação até lá. E por "alguma coisa" eu não quero dizer apenas a teoria de saber o acorde e tocar as notas dele. Saber disso não foi muito suficiente da primeira vez que eu tentei (http://www.youtube.com/watch?v=TvHw7OoizZQ&feature=youtu.be).

"Alguma coisa" significa, pelo menos, minimizar essa frustração que eu tenho toda vez que eu tento em casa tocar alguma coisa que se assemelhe a uma frase legal.


E pra chegar nesse "alguma coisa de improvisação" eu tenho que começar por harmonia.


Mas como paciência não é das minhas virtudes, eis o que minha pesquisa no google já me indicou como leitura: http://www.jazzbossa.com/sabatella/06.02.improvisandosobreprogressoes.html

"Embora haja muitas progressões harmônicas, há umas poucas peças fundamentais que representam muitas das progressões que você verá. Se você familiarizar-se com essas mudanças básicas, estará bem encaminhado para conseguir tocar sobre qualquer conjunto de progressões que possa aparecer no seu caminho. Os músicos devem praticar as progressões harmônicas descritas abaixo em todos os doze tons para ganhar a maior fluência possível. Você pode tentar alguns fraseados específicos nessas progressões, mas o mais importante é que você deve simplesmente explorar muitas ideias diferentes sobre cada progressão de modo que torne-se confortável improvisar verdadeiramente sobre elas, em vez de simplesmente tocar fraseados prontos com os quais se sinta confortável naquele tom. Você deve experimentar diferentes abordagens e aprender como encaixar sua escolha de notas para um dado tipo de acorde numa determinada situação para a sonoridade que você está tentando alcançar."


Parece animador, mas aí vem:
" A progressão de acordes mais importante do jazz é a ii-V (2-vê???), que pode ou não resolver em I (um?). A maioria das músicas tem progressões ii-V em vários tons espalhadas por ela. Por exemplo, tomemos a seguinte progressão de acordes:
| Cmaj7 | Dm7 G7 | Em7 | A7 | Dm7 | G7 | Cmaj7 |.
Há três progressões ii-V aqui. O compasso 2 forma um ii-V no tom de Dó, embora não haja o próprio acorde C (I) no compasso 3. Os compassos 3 a 5 formam um ii-V-I no tom Ré Menor, e os compassos 5 a 7 formam um ii-V-I em Dó novamente." 


Claro... =P

E por momentos assim é que a gente lembra que "primeiro as coisas primeiras".
Então quando eu tiver mais sobre Harmonia para compartilhar, eu escrevo mais.
Enquanto isso, http://www.youtube.com/watch?v=p4ASTMFN-h4


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Georgia, 8 meses depois

http://www.youtube.com/watch?v=TvHw7OoizZQ&feature=youtu.be

isso foi hoje, na apresentação que participei em um restaurante com os alunos de sax do meu professor. foi uma noite super divertida.

o interessante é comparar com o vídeo que eu gravei em abril (http://www.youtube.com/watch?v=lOW5Fh1m2N4) e ver que a evolução. apesar de que agora meu desafio é aprender a improvisar de verdade (hoje arranhei alguma coisa, mas ficou ainda esquisito).

além disso, escutando repetidamente eu percebo o quanto o meu som é ainda sem graça. está mais do que na hora de procurar boquilhas novas! =)

(o blog não morreu) \o/

domingo, 4 de setembro de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

quebrei minha palheta 1 1/2


e descobri que tocar sax é mais difícil do que eu achava.

a palheta em questão é uma vandoren que eu comprei em fevereiro. talvez a imagem não esteja muito boa, mas no canto direito da palheta tem uma lasquinha de madeira que quase me arranhou o lábio... eu lembrei que tinha vindo uma palheta com o sax quando eu comprei e foi a primeira vez que eu olhei pra ela e percebi que ela era um 2 1/2 e não 1 1/2 como era a que eu acabei de quebrar.


então, montei minha boquilha com a palheta 2 1/2 animada para experimentar a diferença. e aí que eu quase morro de soprar até conseguir tirar alguma nota.
o som parece mais definido, mais limpo, mais bonito até, mas é tão difícil que eu fiquei cansada. não sei se eu deveria ter feito alguma coisa com a palheta antes (umedecê-la, talvez?) mas a diferença que eu senti foi principalmente no esforço para tocar.

quando a 1 1/2 quebrou eu tava já quase no fim da minha prática (já tinha feito vários minutos de notas longas) e quando eu vi que a 2 1/2 era diferente assim, tive que voltar pro começo...

vamos ver em quanto tempo eu me acostumo a essa nova palheta!

"previously"

é, eu de fato chutei o Tenório alguns dias, estive doente, estive de férias, estive trabalhando intensamente e voltando pra casa exausta. mas eu não desisti. continuo nas aulas semanais tanto de prática quanto de teoria e tento soprar um pouco diariamente.

confesso que "diariamente" tem sido uma meta bastante agressiva e que é aí que eu vou me concentrar daqui pra frente.

meu professor de prática meio que me deu uma bronca há algumas semanas: ele estava se mostrando todo compreensivo por eu estar tocando particularmente ruim naquele dia, porque "eu sei como é, você é muito ocupada, e tal, mas tenta pegar no sax, pelo menos uma hora por dia" enquanto que eu na minha cabeça "putz, eu ESTOU pegando uma hora por dia e ele não consegue perceber..."

foi quando eu percebi que eu não estava sendo disciplinada nas minhas práticas: eu começava tocando umas escalas, um pouquinho de nota longa aqui, um pouquinho do Amadeu Russo ali e depois ia me divertir tocando as músicas que eu tava aprendendo. o problema é que essa noção veio justamente quando eu comecei a não pegar mais diariamente devido a todas as outras coisas...

em todo o caso, eis o meu status atual:
- músicas que estou estudando: Ben e I'll be there (foda. muito dificil.) dos Jackson Five; You are everything (enjoadinha) da Diana Ross; Greensleeves; Canon (Pachelbel); e as que eu já tinha postado: When the saints, Fly me to the moon e Georgia on my mind.
- no método Amadeu Russo: ainda nos "pequenos estudos melódicos" (é, vergonhoso, eu sei).
- em teoria musical: apanhando semanalmente das semi-colcheias enquanto tento bater ritmo; aprendi o ciclo de quintas e as escalas de sol, ré, lá e mi. aprendi a escala de fá também.

coisas divertidas que aconteceram:
- eu tirei de ouvido "samba lelê" em uma aula de teoria! pode não parecer muito, mas pra mim foi um feito interessante, pois eu particularmente sou péssima de bater ritmo e achava que iria ser excepcionalmente ruim em ditado melódico, mas eu consegui! depois disso eu tentei tirar de ouvido a intro de "pelados em santos" (galera do trabalho quer porque quer que eu toque durante a Sipat em setembro...) e consegui (mais ou menos).
- eu melhorei bastante minha leitura (apesar de ainda ser meio devagar);
- as 4 escalas de sustenidos que eu falei que estudei estão já nos dedos: achei interessante uma música que tinha uma mudança de escala no meio e eu mudei do fá sustenido pro fá, sem hesitar. :)


aproximam-se apresentações em público e eu não sei se estou pronta pra encarar platéia, mas estou ensaiando para isso. em setembro tem a sipat da minha empresa em que haverão algumas apresentações musicais que eu vou participar, em novembro terá o festival da escola de música e em dezembro eu e mais dois amigos do trabalho queremos apresentar uma música na festa de natal da fábrica.

essa última vai ser particularmente divertida porque será um sax tenor, uma sanfona e um vocal feminino! a única música que eu consegui pensar que poderia ter tudo isso foi um forró. :)

e por aqui encerro meu breve update.