segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Georgia, 8 meses depois

http://www.youtube.com/watch?v=TvHw7OoizZQ&feature=youtu.be

isso foi hoje, na apresentação que participei em um restaurante com os alunos de sax do meu professor. foi uma noite super divertida.

o interessante é comparar com o vídeo que eu gravei em abril (http://www.youtube.com/watch?v=lOW5Fh1m2N4) e ver que a evolução. apesar de que agora meu desafio é aprender a improvisar de verdade (hoje arranhei alguma coisa, mas ficou ainda esquisito).

além disso, escutando repetidamente eu percebo o quanto o meu som é ainda sem graça. está mais do que na hora de procurar boquilhas novas! =)

(o blog não morreu) \o/

domingo, 4 de setembro de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

quebrei minha palheta 1 1/2


e descobri que tocar sax é mais difícil do que eu achava.

a palheta em questão é uma vandoren que eu comprei em fevereiro. talvez a imagem não esteja muito boa, mas no canto direito da palheta tem uma lasquinha de madeira que quase me arranhou o lábio... eu lembrei que tinha vindo uma palheta com o sax quando eu comprei e foi a primeira vez que eu olhei pra ela e percebi que ela era um 2 1/2 e não 1 1/2 como era a que eu acabei de quebrar.


então, montei minha boquilha com a palheta 2 1/2 animada para experimentar a diferença. e aí que eu quase morro de soprar até conseguir tirar alguma nota.
o som parece mais definido, mais limpo, mais bonito até, mas é tão difícil que eu fiquei cansada. não sei se eu deveria ter feito alguma coisa com a palheta antes (umedecê-la, talvez?) mas a diferença que eu senti foi principalmente no esforço para tocar.

quando a 1 1/2 quebrou eu tava já quase no fim da minha prática (já tinha feito vários minutos de notas longas) e quando eu vi que a 2 1/2 era diferente assim, tive que voltar pro começo...

vamos ver em quanto tempo eu me acostumo a essa nova palheta!

"previously"

é, eu de fato chutei o Tenório alguns dias, estive doente, estive de férias, estive trabalhando intensamente e voltando pra casa exausta. mas eu não desisti. continuo nas aulas semanais tanto de prática quanto de teoria e tento soprar um pouco diariamente.

confesso que "diariamente" tem sido uma meta bastante agressiva e que é aí que eu vou me concentrar daqui pra frente.

meu professor de prática meio que me deu uma bronca há algumas semanas: ele estava se mostrando todo compreensivo por eu estar tocando particularmente ruim naquele dia, porque "eu sei como é, você é muito ocupada, e tal, mas tenta pegar no sax, pelo menos uma hora por dia" enquanto que eu na minha cabeça "putz, eu ESTOU pegando uma hora por dia e ele não consegue perceber..."

foi quando eu percebi que eu não estava sendo disciplinada nas minhas práticas: eu começava tocando umas escalas, um pouquinho de nota longa aqui, um pouquinho do Amadeu Russo ali e depois ia me divertir tocando as músicas que eu tava aprendendo. o problema é que essa noção veio justamente quando eu comecei a não pegar mais diariamente devido a todas as outras coisas...

em todo o caso, eis o meu status atual:
- músicas que estou estudando: Ben e I'll be there (foda. muito dificil.) dos Jackson Five; You are everything (enjoadinha) da Diana Ross; Greensleeves; Canon (Pachelbel); e as que eu já tinha postado: When the saints, Fly me to the moon e Georgia on my mind.
- no método Amadeu Russo: ainda nos "pequenos estudos melódicos" (é, vergonhoso, eu sei).
- em teoria musical: apanhando semanalmente das semi-colcheias enquanto tento bater ritmo; aprendi o ciclo de quintas e as escalas de sol, ré, lá e mi. aprendi a escala de fá também.

coisas divertidas que aconteceram:
- eu tirei de ouvido "samba lelê" em uma aula de teoria! pode não parecer muito, mas pra mim foi um feito interessante, pois eu particularmente sou péssima de bater ritmo e achava que iria ser excepcionalmente ruim em ditado melódico, mas eu consegui! depois disso eu tentei tirar de ouvido a intro de "pelados em santos" (galera do trabalho quer porque quer que eu toque durante a Sipat em setembro...) e consegui (mais ou menos).
- eu melhorei bastante minha leitura (apesar de ainda ser meio devagar);
- as 4 escalas de sustenidos que eu falei que estudei estão já nos dedos: achei interessante uma música que tinha uma mudança de escala no meio e eu mudei do fá sustenido pro fá, sem hesitar. :)


aproximam-se apresentações em público e eu não sei se estou pronta pra encarar platéia, mas estou ensaiando para isso. em setembro tem a sipat da minha empresa em que haverão algumas apresentações musicais que eu vou participar, em novembro terá o festival da escola de música e em dezembro eu e mais dois amigos do trabalho queremos apresentar uma música na festa de natal da fábrica.

essa última vai ser particularmente divertida porque será um sax tenor, uma sanfona e um vocal feminino! a única música que eu consegui pensar que poderia ter tudo isso foi um forró. :)

e por aqui encerro meu breve update.

compromisso.

prometo solenemente atualizar com uma frequencia maior que bimestral.

terça-feira, 7 de junho de 2011

eu não desisti!!

exatamente DOIS meses sem postar, mas acredite, eu não desisti.
o Tenório NÃO ficou todo esse tempo no canto!

quero atualizar o blog com a ordem cronológica dos últimos acontecimentos, mas para isso, precisarei de mais tempo para escrever um post decente.


eu e o Tenório tocando Fly me to the moon. mais ou menos.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Georgia On My Mind parte 2

Eu e o Tenório tentando tocar Georgia on My Mind. =)

Estou tentando usar uma aproximação estatística pra confirmar que eu atingi o objetivo de cada prática diária: se eu consigo tocar duas vezes seguidas sem errar as notas e sem destruir muito o ritmo, eu dou a prática por encerrada.

Tive a idéia de fazer um "making of" com todos esses erros gritantes: eu fico frustrada com eles, mas é engraçado de ver. Na próxima vez eu tento fazer isso.

http://www.youtube.com/watch?v=lOW5Fh1m2N4

Feedbacks construtivos são sempre bem-vindos! =)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Georgia On My Mind

Semana passada tive 3 horas de aula de música! Foram duas horas de prática (para compensar a semana anterior sem aula) e uma de teoria.

Na primeira hora de prática, mostrei para meu professor o que eu tinha conseguido fazer com When the Saints. Ele gostou bastante e comentou que essa melodia é um ótimo exercício para a escala de dó maior, pois todas as notas da escala estão presentes.

Ele me ajudou a encontrar o som do dó grave e a corrigir o som do sol agudo. Mostrei também para ele as chaves que estavam com um atraso da abertura e ele me recomendou passar um talco fino nas sapatas para evitar que elas "grudem". Para a chave do dó grave sustenido até que foi simples, mas foi preciso um certo contorcionismo para alcançar a chave do sol sustenido. O resultado foi imediatamente comprovado! Sem mais chateação por causa dessas chaves! \o/

Na segunda aula prática da noite, o professor me presenteou com um Cd da trilha sonora do filme Ray, acompanhado das partituras para Sax. O CD alterna uma música com o sax e a seguinte só o playback para que o estudante toque acompanhado pelos outros instrumentos. Na verdade, eu ganhei o CD todo, mas apenas uma partitura: Georgia on My Mind.

Achei super legal esse método do CD e já fiquei ansiosa por mais!

Sinto que estou melhorando em ler partitura pois Georgia foi relativamente mais fácil de ler do que When the Saints. Acho que contribuiu o fato de eu ter ouvido a melodia antes do jeito que é para ser (eu tenho ainda que melhorar bastante minha leitura rítmica).

Já estou tocando a melodia toda, faltando limpar alguns sons. Isso é, eu tocando sozinha. Com o acompanhamento eu tropeço bastante. Por enquanto. =)

Ray Charles - Georgia on My Mind - Live 1976.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Quando os santos vierem marchando... (parte 2)

Desde a semana passada estou estudando (aos poucos, como se pode perceber pelo tempo que está levando) a partitura de When the Saints Go Marching In.

Como já falei antes, estive com problemas de tirar o Dó grave e passei um tempo tentando resolver. Mas paciência não é das minhas virtudes então eu tentei desviar do Dó grave e comecei a tocar do Dó central (rá!). Claro que eu tinha esquecido que o primeiro dos sons anormais que eu tirei foi o Sol agudo. Então lá estava e dois obstáculos no caminho: o Dó grave e o Sol agudo.

Até onde eu entendo, o problema está exclusivamente em mim, então eu tive que treinar para encontrar a embocadura correta várias e várias vezes.

Hoje eu estudei a outra metade da música. Ainda estou tentando reconhecer essa versão, mas fiquei feliz de ter conseguido completá-la!

Em algumas passagens ainda "tropeço" um pouco, mas de maneira geral ela tá saindo. É preciso ainda limpar algumas notas (o sol agudo...), mas fiquei satisfeita com esse avanço. Fiquei particularmente feliz por ter passado 1h30 estudando e nem perceber que o tempo passou.

Um outro problema que percebi desde que comecei a estudar a escala cromática é que algumas chaves estão com um atraso na abertura. Meu professor havia comentado que é normal, já que elas não tinham sido usadas antes, mas já estou me incomodando que elas ainda não estejam funcionando 100%. Comecei a suspeitar que eu danifiquei o Tenório ao transportá-lo em um case diferente do original... A aula de amanhã vai ser cheia de perguntas!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Quando os santos vierem marchando...

Peguei essa partitura de When the Saints há alguns dias e resolvi praticá-la hoje.


Eu já estava me dizendo "por que não peguei essa música antes para treinar?" quando vi algumas notas alteradas e fiquei mais tranquila por ter esperado.

O problema foi que eu nem cheguei nessas notas.

Tive MUITA dificuldade com o dó grave. Tanta, que parei de tentar tocar a música para praticar apenas as notas mais graves, em especial o dó, para ver se percebia o que eu estava fazendo errado... Não cheguei em uma conclusão... Amanhã eu tento de novo.


Candy Dulfer

Provavelmente eu ficarei sem postar por uns dias (trabalho, trabalho, trabalho...), então já vou aproveitar para compartilhar uma coisa bacana que acabei de descobrir.

No site da Candy Dulfer (http://www.candydulfer.nl/site/eng/) tem uma parte chamada "Sax Education" (que eu quase li "sex education", mas tudo bem) em que ela dá várias dicas muito boas.

E ela é uma fofa. O jeito dela escrever é super divertido.

Virei fã desde que vi esse vídeo aqui:


Uma outra música linda que ela toca (cuja partitura está disponível no site) é essa aqui:

domingo, 20 de março de 2011

"Sustenir uma nota é multiplicar sua frequência por 25/24"

Estou achando muito divertido estudar teoria musical pois, apesar de já ter visto alguma coisa antes, é tudo MUITO novo.

Na aula de quinta-feira, meu professor de sax me ensinou a escala cromática do saxofone, do dó grave ao dó agudo sustenido. Claro que antes disso ele gastou um tempo considerável para me explicar o que "sustenido" significa.

Primeira coisa que percebi é que eu estava me referindo às notas que eu já sabia tocar de uma forma errada. Todas as vezes que eu citei "as 2 oitavas" eu estava me referindo à escala de Dó maior ou escala natural.

Quando em uma das aulas anteriores de teoria, o professor definiu Semitom como a "menor distância entre duas notas" eu fiquei olhando para ele e perguntando: "E...? Pra que diabos isso serve?"

De tudo o que eu já consegui entender do que li e ouvi até agora é que:
1. um Semitom é o menor intervalo perceptível entre dois sons. Entre o mi e o fá não tem outro som, então a distância entre eles é um semitom. Mas entre o fá e o sol tem um som intermediário meio tom mais agudo que o fá (e, logo, meio tom mais grave que o sol). A distância entre o fá e essa nota intermediária é um semitom, assim como a distância entre essa nota e o sol também é um semitom. Assim, entre o fá e o sol há dois semitons ou 1 tom.

2. os estudiosos de música identificaram que alguns estilos de música guardavam um padrão característico das relações entre as notas utilizadas frequentemente por cada estilo. Essas relações entre as notas é dada pelos tons e semitons da escala utilizada.

Então seria mais ou menos assim: quem estudava música percebeu que havia uma relação entre as notas empregadas em estilos diferentes e decidiu-se definir o intervalo entre dois sons para assim estudar melhor a organização de cada escala.

Eu ainda acho isso tudo bem confuso, mas o que ficou é que a tal nota intermediária que é meio tom mais agudo que um fá é o fá# (fá sustenido) que equivale (na escala de dó maior) ao sol b (sol bemol).

A lição da última aula foi portanto onde está cada uma dessas novas notas no saxofone. "Escala cromática" é portanto a escala de dó a dó com todos os semitons entre as notas.

Agora que eu aprendi isso, já posso ir atrás de partituras e praticar melodias. =D

A outra lição importante da semana foi entender o que significa dizer que o tenor é "em si bemol": isso quer dizer que quando eu toco o dó grave no sax, o som produzido equivale a um si bemol no piano. Por isso para tocar em grupo, ou até mesmo acompanhando um sax alto (afinado em mi bemol), é preciso, frequentemente, fazer uma transposição de escala, para que o som do grupo esteja em harmonia.

Não vou tentar aqui resumir agora o que eu entendi de transposição para não me confundir (pela enésima vez), mas o que entendi é que para tocar em grupo é importante identificar a escala da música, saber sua característica de tons e semitons (exemplo, para a escala maior seria T T st T T T st, ou seja entre a primeira e a segunda nota há um tom de distância, entre a terceira e a quarta um semitom, etc) para fazer a correspondência na escala apropriada.

Talvez alguém que não estude música mas que tenha tido a curiosidade de chegar até aqui tenha ficado com um olhar de oO. E mesmo para quem já entende um monte de música, aí seguem meus momentos mais confusos do meu recente estudo de teoria musical.

Momentos "hã??" oO

"Teoricamente sabemos que o intervalo de TOM se divide em 9 pequeníssimas partes chamadas COMAS, sendo que o semitom DIATÔNICO e o CROMÁTICO diferem entre si por uma COMA. É quase impossível ao nosso ouvido a percepção de uma COMA. Entretanto, baseados em cálculos matemáticos e por meio de aparelhos eletrônicos, os físicos provam a diferença de uma COMA existente entre os semitons CROMÁTICO e DIATÔNICO. São 5 comas para os semitons cromático e 4 para os semitons diatônicos."


"Com o temperamento da escala e a estipulação de uma afinação padrão, os modos perderam gradativamente a sua importância, visto que a escala cromática englobava a todos e harmonicamente foi possível classificá-los dentro dos conceitos "maior e menor". O uso de frequências determinadas possibilitou o desenvolvimento das melodias na música juntamente com a harmonia e, com isto, na atualidade, os modos facilitam a compreensão do campo harmónico e sua caracterização, mas não possuem mais funções individuais."


"Sustenir uma nota é multiplicar sua frequência por 25/24."


PS Eu aprendi também que os gregos realmente eram fodas.

terça-feira, 15 de março de 2011

Update

Vamos ao resumo dos últimos acontecimentos, em ordem cronológica:

24/fev/2011 - Olá, Sax tenor!

Na minha segunda aula de saxofone, o professor levou um sax tenor para que eu experimentasse. Logo de cara, me senti muito mais confortável com ele, apesar do tamanho. Ou por causa do tamanho. Como o tenor é bem maior que o alto, eu naturalmente usei minha perna para apoiar a lateral do instrumento e me pareceu muito mais leve do que eu tinha imaginado. Quando eu segurei o alto na primeira aula, eu senti um incômodo grande nos polegares e achei difícil de equilibrar. O tenor aparentemente "encaixou" melhor.

Pode até ser que eu já estivesse predisposta a achar o tenor mais agradável de segurar do que o alto, pelo fato de que eu já estava praticamente decidida a comprar um. De qualquer forma, foi exatamente o que eu senti: foi muito mais natural segurar o sax tenor.

O exemplar que eu usei nessa aula foi da marca Arena. O ponto negativo que percebi foi a correia meio vagabunda que veio com ele: parecia uma alça de nylon, dessas de mochila. Tão logo percebi que a correia poderia me machucar seriamente o pescoço, anotei mentalmente esse item na minha lista de compras.

O segundo momento mais feliz da noite foi soprar o tenor. Eu realmente tinha exagerado no drama "ó céus, e se eu não conseguir soprar???". Muito bom perceber que a barreira da coluna de ar não seria tão difícil de vencer.

Fiquei bastante feliz com essa descoberta pois só reforçou o que eu já estava planejando: eu iria comprar SIM um sax tenor.

Nessa aula, pratiquei a escala de dó a dó (primeira oitava) que havia aprendido na semana anterior e aprendi a segunda oitava! Iniciei o exercício de tocar de ré a dó, ligando as duas oitavas, a cada nota. Não sei se expliquei claramente, então vou tentar colocar a notação musical desse exercício, em outra ocasião.

E como o professor percebeu que eu estava fazendo progresso ele me ensinou o comecinho (comecinho MESMO) de Somewhere Over the Rainbow! Foram exatamente 6 notas, mas foi emocionante ter tocado minha primeira melodia!

Na aula de teoria musical, aprendi as pausas, assunto que não lembrava de ter aprendido antes (não quero ser injusta com meus professores anteriores de música).

26/fev/2011 "Nasce" Tenório

Foi numa linda manhã de sábado que nos encontramos.
Eu disse para o vendedor, apontando para a vitrine de instrumentos de sopro, com ares de quem entende do assunto: "Sax tenor, Jupiter, Serie 500, JTS 587, por favor."
Ele balançou a cabeça como quem percebe que vai ganhar uma comissão boa.

Depois de alguns minutos inquietantes de espera (ah, a espera!!), um segundo funcionário chegou carregando-lhe nos braços.
E então, violamos a caixa de papelão que envolvia o case original para verificar a integridade física do instrumento. Não que eu soubesse o que procurar, além de óbvios sinais de danos (amassões, arranhões, etc).

Ele estava lindo, brilhando em seu dourado glorioso!

"Chamar-te-ei Tenório!"

Então o trouxe para casa. Montei-o (sozinha e com receio de estar fazendo errado) e tirei algumas notas. Treinei a escala que eu já conhecia e arrisquei algumas melodias: Over the Rainbow, Ode to Joy, Asa Branca.

Depoimentos dos meus primeiros ouvintes:

"Eu não sabia que esse negócio era tão alto!" - Mãe, ao ser acordada da siesta pelo meu treino
"Quase que sai uma escala!" - Pai, depois de 15 minutos de dó-si-lá-sol-fá-mi-ré-dó...

07 a 09 de março/2011 - Amadeu Russo

Depois do primeiro final de semana de sopros displicentes, veio uma semana ocupada e sem aula de música (carnaval). Resolvi então finalmente (depois de um ano de apenas folhear e juntar poeira) utilizar um dos meus presentes de aniversário mais legais: o "Método Completo para Saxofone - Amadeu Russo".

Além dos exercícios que o professor havia passado de fazer a transição entre as duas oitavas, nota a nota, comecei os primeiros estudos do método, utilizando apenas quatro notas: sol-lá-si-dó.

Meu acordo tácito com os vizinhos é praticar o sax durante uma hora, no máximo até às 20h. Nesses três dias, minha prática se dividiu em meia hora para os exercícios que meu professor passou e meia hora para os exercícios do método. No terceiro dia, encerrei o treino apenas quando consegui completar os exercícios do método sem errar as notas ou as ligações.

10/mar/2011 - Respirar e ouvir como estudante de música

Finalmente, na última aula que tive, aprendi sobre dois tópicos que já tinha lido (e visto vídeos) a respeito: respiração diafragmática e golpe de língua.

Deu para sentir a diferença na duração do sopro ao utilizar a parte inferior dos pulmões para armazenar o ar e usar o diafragma para expulsá-lo. Mas não é algo facilmente dominável. Ainda preciso praticar bastante para que fique mais natural e instintivo.

Mesma coisa para o golpe de língua. É perceptível a diferença no som produzido pelo mesmo sopro, mas separando cada nota por um ligeiro golpe de língua na palheta. Mas ainda estou ouvindo o som da língua "lambendo" a palheta toda vez que faço isso. Preciso praticar isso também.

Na aula de teoria, um dos exercícios mais interessantes foi o ditado rítmico, em que o professor faz um ritmo cantando uns "tá-tá-tá" e o aluno escreve as figuras que apareceram. Além disso, o professor comentou algo não me havia passado pela cabeça: apesar de meu instrumento ser melódico, é muito importante que eu aprenda também sobre harmonia, para tocar bem em conjunto. Ele acrescentou ainda que o entendimento de harmonia seria particularmente útil para improvisações. Achei genial e fiquei animada em roubar o violão da minha irmã e trazer para a minha casa meu antigo teclado para ir aprendendo sobre isso.

O que mais me inspirou nessa terceira aula foi ouvir que agora eu tenho que escutar música com ouvidos de estudante de música, e não apenas apreciadora. Ser considerada "estudante de música" foi um pouco inusitado, mas fiquei igualmente animada com esse comentário.

14/mar/2011 - Primeiros tropeços

Ontem foi o primeiro dia que não completei os 60 minutos de prática. Meu estado de espírito não estava dos mais perseverantes, então assim que eu senti a dificuldade do golpe de língua, fui desanimando.

15/mar/2011 - Primeiros tropeços [2]

Hoje eu nem cheguei a pegar no Tenório... Não culpo ele, culpo meu cansaço.
O ponto positivo de hoje para meu aprendizado foi ter atualizado o blog!
Vamos ver se daqui pra frente não vou tropeçar nisso também.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

os primeiros sopros


há dois dias tive minha primeira aula! :D

na primeira parte da aula, o professor me mostrou como encaixar a palheta na boquilha e me passou o tudel (montado com boquilha e palheta) para tirar "qualquer som".

Tudel - A boquilha é encaixada nessa cortiça na extremidade do tudel.

Antes de sair me deixando sozinha por 10 minutos, o professor me fez uma recomendação geral de como fazer a embocadura: dentes superiores apoiados na boquilha, lábio inferior ligeiramente curvado sobre os dentes apoiando na palheta.

Essa explicação teórica da embocadura eu já tinha lido nos meus estudos pela internet (ver referências). No entanto, a prática se mostrou mais complicada que isso. Durante os 5 primeiros minutos eu não consegui tirar SOM NENHUM... =(

Foi ridículo e frustrante.

Depois entendi que não estava tirando som nenhum porque estava pressionando demais a palheta e a boquilha não estava suficientemente dentro da minha boca, além de estar deixando ar sair pelas laterais dos lábios...

Corrigindo isso, consegui tirar um som bem feio e bizarro mas foi super divertido. Dependendo de onde eu apoiava os dentes de cima e de como eu fechava os lábios sobre a boquilha o som ia sendo mais rasgado, mais alto, mais grave, mais feio. Bem interessante. Senti meus dentes vibrarem, senti um pequeno vácuo na língua e meu lábio inferior ficou um pouco dormente depois desse processo todo.

Na segunda parte da aula, o professor montou o saxofone completo (nessa aula usei um alto) e eu pude tocar minhas primeiras notas de verdade.

A posição das mãos no saxofone é muito parecida com a da flauta doce: mão esquerda em cima, mão direita embaixo. As notas da primeira oitava são tiradas da mesma forma. Não tive, portanto, muitos problemas com essa parte.

Minha dificuldade foi apoiar o peso do instrumento! Os pontos de equilíbrio são a correia no pescoço, os polegares segurando a parte de trás e os dentes superiores: nada que pareça realmente muito forte para aguentar essa carga sem muito esforço. Fiquei com os braços, ombros e pescoço tensos numa tentativa de manter o equilíbrio. Meus polegares saíram MUITO DOLORIDOS! E meu tríceps direito também...

Com essa dificuldade de como me posicionar em pé segurando o sax, a embocadura que eu tinha começado a aprender ficou comprometida: muitas coisas a prestar atenção ao mesmo tempo!

Obviamente, eram esperadas essas barreiras iniciais. Mas também é esperado vencê-las com muita prática.

Vou buscar agora alguma dica de como me posicionar segurando o sax e se existe algum tipo de alongamento que eu possa fazer para não ficar com os dedos tão doloridos.

referências



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

primeiras compras

oficialmente estudante

estou devidamente matriculada em uma escola de música e amanhã começo minhas aulas de sax! =D

conversei com o professor sobre minha dúvida tenor vs. alto e ele vai levar os dois para que eu possa experimentá-los e assim tomar a decisão sobre qual comprar.

palhetas

como vou usar os instrumentos do professor, ele me pediu para levar ao menos a palheta.

encontrei esse desenho (ver referências) indicando as partes do saxofone (na imagem, um alto).

A palheta é fixada na boquilha e é a vibração do ar passando por ela que forma o som do sax. A coluna de ar (tamanho do instrumento, posicionamento dos dedos, intensidade do sopro) altera a freqüência da onda sonora gerada, gerando as diferentes notas e tons.

Como o som do saxofone é produzido pela palheta, ele não é classificado com metal e sim como madeira. A palheta tradicionalmente é de bambu, mas existem modelos de material sintético.

Por tudo isso, a qualidade da palheta influencia diretamente a qualidade do som.

É claro que isso sou eu resumindo tudo o que eu li essa noite DEPOIS de já ter comprado duas palhetas...

Eu já sabia previamente que palheta para sax alto e sax tenor são diferentes, então eu já estava prevendo comprar duas. O que me pegou desprevenida foi saber que existe uma numeração classificando as palhetas.

Por indicação do vendedor que me atendeu (após eu ter insistido duas vezes na pergunta: "mas para iniciantes, qual é a que você mais vende??"), acabei comprando as duas palhetas de numeração 1 1/2 (um e meio).

Quando voltei para casa e perguntei pro google what-the-fuck queria dizer a numeração, descobri que se refere a densidade, espessura, peso e dureza. Na verdade, não consegui esclarecer se é uma medida direta ou uma fatoração dessas variáveis, mas um número alto significa uma palheta mais dura, mais densa, mais pesada, mais espessa e que requer maior habilidade para tirar o som.

A escolha da palheta (marca e especificação) depende não só da boquilha usada (aberta, fechada...) como também da embocadura do saxofonista. Então, já entendi que vou passar um tempo comprando e testando diferentes marcas e classes.

Quanto à marca, eu levei uma Rico Royal (da qual eu já tinha ouvido falar) para o tenor e uma Vandoren Java para o alto. Minhas pesquisas posteriores mostraram que ambas as marcas são indicadas para Jazz. =)
Além disso, percebi que a indicação do vendedor foi bem válida e que é recomendado iniciar os estudos com uma palheta mais leve.

referências