domingo, 20 de março de 2011

"Sustenir uma nota é multiplicar sua frequência por 25/24"

Estou achando muito divertido estudar teoria musical pois, apesar de já ter visto alguma coisa antes, é tudo MUITO novo.

Na aula de quinta-feira, meu professor de sax me ensinou a escala cromática do saxofone, do dó grave ao dó agudo sustenido. Claro que antes disso ele gastou um tempo considerável para me explicar o que "sustenido" significa.

Primeira coisa que percebi é que eu estava me referindo às notas que eu já sabia tocar de uma forma errada. Todas as vezes que eu citei "as 2 oitavas" eu estava me referindo à escala de Dó maior ou escala natural.

Quando em uma das aulas anteriores de teoria, o professor definiu Semitom como a "menor distância entre duas notas" eu fiquei olhando para ele e perguntando: "E...? Pra que diabos isso serve?"

De tudo o que eu já consegui entender do que li e ouvi até agora é que:
1. um Semitom é o menor intervalo perceptível entre dois sons. Entre o mi e o fá não tem outro som, então a distância entre eles é um semitom. Mas entre o fá e o sol tem um som intermediário meio tom mais agudo que o fá (e, logo, meio tom mais grave que o sol). A distância entre o fá e essa nota intermediária é um semitom, assim como a distância entre essa nota e o sol também é um semitom. Assim, entre o fá e o sol há dois semitons ou 1 tom.

2. os estudiosos de música identificaram que alguns estilos de música guardavam um padrão característico das relações entre as notas utilizadas frequentemente por cada estilo. Essas relações entre as notas é dada pelos tons e semitons da escala utilizada.

Então seria mais ou menos assim: quem estudava música percebeu que havia uma relação entre as notas empregadas em estilos diferentes e decidiu-se definir o intervalo entre dois sons para assim estudar melhor a organização de cada escala.

Eu ainda acho isso tudo bem confuso, mas o que ficou é que a tal nota intermediária que é meio tom mais agudo que um fá é o fá# (fá sustenido) que equivale (na escala de dó maior) ao sol b (sol bemol).

A lição da última aula foi portanto onde está cada uma dessas novas notas no saxofone. "Escala cromática" é portanto a escala de dó a dó com todos os semitons entre as notas.

Agora que eu aprendi isso, já posso ir atrás de partituras e praticar melodias. =D

A outra lição importante da semana foi entender o que significa dizer que o tenor é "em si bemol": isso quer dizer que quando eu toco o dó grave no sax, o som produzido equivale a um si bemol no piano. Por isso para tocar em grupo, ou até mesmo acompanhando um sax alto (afinado em mi bemol), é preciso, frequentemente, fazer uma transposição de escala, para que o som do grupo esteja em harmonia.

Não vou tentar aqui resumir agora o que eu entendi de transposição para não me confundir (pela enésima vez), mas o que entendi é que para tocar em grupo é importante identificar a escala da música, saber sua característica de tons e semitons (exemplo, para a escala maior seria T T st T T T st, ou seja entre a primeira e a segunda nota há um tom de distância, entre a terceira e a quarta um semitom, etc) para fazer a correspondência na escala apropriada.

Talvez alguém que não estude música mas que tenha tido a curiosidade de chegar até aqui tenha ficado com um olhar de oO. E mesmo para quem já entende um monte de música, aí seguem meus momentos mais confusos do meu recente estudo de teoria musical.

Momentos "hã??" oO

"Teoricamente sabemos que o intervalo de TOM se divide em 9 pequeníssimas partes chamadas COMAS, sendo que o semitom DIATÔNICO e o CROMÁTICO diferem entre si por uma COMA. É quase impossível ao nosso ouvido a percepção de uma COMA. Entretanto, baseados em cálculos matemáticos e por meio de aparelhos eletrônicos, os físicos provam a diferença de uma COMA existente entre os semitons CROMÁTICO e DIATÔNICO. São 5 comas para os semitons cromático e 4 para os semitons diatônicos."


"Com o temperamento da escala e a estipulação de uma afinação padrão, os modos perderam gradativamente a sua importância, visto que a escala cromática englobava a todos e harmonicamente foi possível classificá-los dentro dos conceitos "maior e menor". O uso de frequências determinadas possibilitou o desenvolvimento das melodias na música juntamente com a harmonia e, com isto, na atualidade, os modos facilitam a compreensão do campo harmónico e sua caracterização, mas não possuem mais funções individuais."


"Sustenir uma nota é multiplicar sua frequência por 25/24."


PS Eu aprendi também que os gregos realmente eram fodas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário