quarta-feira, 30 de março de 2011

Quando os santos vierem marchando... (parte 2)

Desde a semana passada estou estudando (aos poucos, como se pode perceber pelo tempo que está levando) a partitura de When the Saints Go Marching In.

Como já falei antes, estive com problemas de tirar o Dó grave e passei um tempo tentando resolver. Mas paciência não é das minhas virtudes então eu tentei desviar do Dó grave e comecei a tocar do Dó central (rá!). Claro que eu tinha esquecido que o primeiro dos sons anormais que eu tirei foi o Sol agudo. Então lá estava e dois obstáculos no caminho: o Dó grave e o Sol agudo.

Até onde eu entendo, o problema está exclusivamente em mim, então eu tive que treinar para encontrar a embocadura correta várias e várias vezes.

Hoje eu estudei a outra metade da música. Ainda estou tentando reconhecer essa versão, mas fiquei feliz de ter conseguido completá-la!

Em algumas passagens ainda "tropeço" um pouco, mas de maneira geral ela tá saindo. É preciso ainda limpar algumas notas (o sol agudo...), mas fiquei satisfeita com esse avanço. Fiquei particularmente feliz por ter passado 1h30 estudando e nem perceber que o tempo passou.

Um outro problema que percebi desde que comecei a estudar a escala cromática é que algumas chaves estão com um atraso na abertura. Meu professor havia comentado que é normal, já que elas não tinham sido usadas antes, mas já estou me incomodando que elas ainda não estejam funcionando 100%. Comecei a suspeitar que eu danifiquei o Tenório ao transportá-lo em um case diferente do original... A aula de amanhã vai ser cheia de perguntas!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Quando os santos vierem marchando...

Peguei essa partitura de When the Saints há alguns dias e resolvi praticá-la hoje.


Eu já estava me dizendo "por que não peguei essa música antes para treinar?" quando vi algumas notas alteradas e fiquei mais tranquila por ter esperado.

O problema foi que eu nem cheguei nessas notas.

Tive MUITA dificuldade com o dó grave. Tanta, que parei de tentar tocar a música para praticar apenas as notas mais graves, em especial o dó, para ver se percebia o que eu estava fazendo errado... Não cheguei em uma conclusão... Amanhã eu tento de novo.


Candy Dulfer

Provavelmente eu ficarei sem postar por uns dias (trabalho, trabalho, trabalho...), então já vou aproveitar para compartilhar uma coisa bacana que acabei de descobrir.

No site da Candy Dulfer (http://www.candydulfer.nl/site/eng/) tem uma parte chamada "Sax Education" (que eu quase li "sex education", mas tudo bem) em que ela dá várias dicas muito boas.

E ela é uma fofa. O jeito dela escrever é super divertido.

Virei fã desde que vi esse vídeo aqui:


Uma outra música linda que ela toca (cuja partitura está disponível no site) é essa aqui:

domingo, 20 de março de 2011

"Sustenir uma nota é multiplicar sua frequência por 25/24"

Estou achando muito divertido estudar teoria musical pois, apesar de já ter visto alguma coisa antes, é tudo MUITO novo.

Na aula de quinta-feira, meu professor de sax me ensinou a escala cromática do saxofone, do dó grave ao dó agudo sustenido. Claro que antes disso ele gastou um tempo considerável para me explicar o que "sustenido" significa.

Primeira coisa que percebi é que eu estava me referindo às notas que eu já sabia tocar de uma forma errada. Todas as vezes que eu citei "as 2 oitavas" eu estava me referindo à escala de Dó maior ou escala natural.

Quando em uma das aulas anteriores de teoria, o professor definiu Semitom como a "menor distância entre duas notas" eu fiquei olhando para ele e perguntando: "E...? Pra que diabos isso serve?"

De tudo o que eu já consegui entender do que li e ouvi até agora é que:
1. um Semitom é o menor intervalo perceptível entre dois sons. Entre o mi e o fá não tem outro som, então a distância entre eles é um semitom. Mas entre o fá e o sol tem um som intermediário meio tom mais agudo que o fá (e, logo, meio tom mais grave que o sol). A distância entre o fá e essa nota intermediária é um semitom, assim como a distância entre essa nota e o sol também é um semitom. Assim, entre o fá e o sol há dois semitons ou 1 tom.

2. os estudiosos de música identificaram que alguns estilos de música guardavam um padrão característico das relações entre as notas utilizadas frequentemente por cada estilo. Essas relações entre as notas é dada pelos tons e semitons da escala utilizada.

Então seria mais ou menos assim: quem estudava música percebeu que havia uma relação entre as notas empregadas em estilos diferentes e decidiu-se definir o intervalo entre dois sons para assim estudar melhor a organização de cada escala.

Eu ainda acho isso tudo bem confuso, mas o que ficou é que a tal nota intermediária que é meio tom mais agudo que um fá é o fá# (fá sustenido) que equivale (na escala de dó maior) ao sol b (sol bemol).

A lição da última aula foi portanto onde está cada uma dessas novas notas no saxofone. "Escala cromática" é portanto a escala de dó a dó com todos os semitons entre as notas.

Agora que eu aprendi isso, já posso ir atrás de partituras e praticar melodias. =D

A outra lição importante da semana foi entender o que significa dizer que o tenor é "em si bemol": isso quer dizer que quando eu toco o dó grave no sax, o som produzido equivale a um si bemol no piano. Por isso para tocar em grupo, ou até mesmo acompanhando um sax alto (afinado em mi bemol), é preciso, frequentemente, fazer uma transposição de escala, para que o som do grupo esteja em harmonia.

Não vou tentar aqui resumir agora o que eu entendi de transposição para não me confundir (pela enésima vez), mas o que entendi é que para tocar em grupo é importante identificar a escala da música, saber sua característica de tons e semitons (exemplo, para a escala maior seria T T st T T T st, ou seja entre a primeira e a segunda nota há um tom de distância, entre a terceira e a quarta um semitom, etc) para fazer a correspondência na escala apropriada.

Talvez alguém que não estude música mas que tenha tido a curiosidade de chegar até aqui tenha ficado com um olhar de oO. E mesmo para quem já entende um monte de música, aí seguem meus momentos mais confusos do meu recente estudo de teoria musical.

Momentos "hã??" oO

"Teoricamente sabemos que o intervalo de TOM se divide em 9 pequeníssimas partes chamadas COMAS, sendo que o semitom DIATÔNICO e o CROMÁTICO diferem entre si por uma COMA. É quase impossível ao nosso ouvido a percepção de uma COMA. Entretanto, baseados em cálculos matemáticos e por meio de aparelhos eletrônicos, os físicos provam a diferença de uma COMA existente entre os semitons CROMÁTICO e DIATÔNICO. São 5 comas para os semitons cromático e 4 para os semitons diatônicos."


"Com o temperamento da escala e a estipulação de uma afinação padrão, os modos perderam gradativamente a sua importância, visto que a escala cromática englobava a todos e harmonicamente foi possível classificá-los dentro dos conceitos "maior e menor". O uso de frequências determinadas possibilitou o desenvolvimento das melodias na música juntamente com a harmonia e, com isto, na atualidade, os modos facilitam a compreensão do campo harmónico e sua caracterização, mas não possuem mais funções individuais."


"Sustenir uma nota é multiplicar sua frequência por 25/24."


PS Eu aprendi também que os gregos realmente eram fodas.

terça-feira, 15 de março de 2011

Update

Vamos ao resumo dos últimos acontecimentos, em ordem cronológica:

24/fev/2011 - Olá, Sax tenor!

Na minha segunda aula de saxofone, o professor levou um sax tenor para que eu experimentasse. Logo de cara, me senti muito mais confortável com ele, apesar do tamanho. Ou por causa do tamanho. Como o tenor é bem maior que o alto, eu naturalmente usei minha perna para apoiar a lateral do instrumento e me pareceu muito mais leve do que eu tinha imaginado. Quando eu segurei o alto na primeira aula, eu senti um incômodo grande nos polegares e achei difícil de equilibrar. O tenor aparentemente "encaixou" melhor.

Pode até ser que eu já estivesse predisposta a achar o tenor mais agradável de segurar do que o alto, pelo fato de que eu já estava praticamente decidida a comprar um. De qualquer forma, foi exatamente o que eu senti: foi muito mais natural segurar o sax tenor.

O exemplar que eu usei nessa aula foi da marca Arena. O ponto negativo que percebi foi a correia meio vagabunda que veio com ele: parecia uma alça de nylon, dessas de mochila. Tão logo percebi que a correia poderia me machucar seriamente o pescoço, anotei mentalmente esse item na minha lista de compras.

O segundo momento mais feliz da noite foi soprar o tenor. Eu realmente tinha exagerado no drama "ó céus, e se eu não conseguir soprar???". Muito bom perceber que a barreira da coluna de ar não seria tão difícil de vencer.

Fiquei bastante feliz com essa descoberta pois só reforçou o que eu já estava planejando: eu iria comprar SIM um sax tenor.

Nessa aula, pratiquei a escala de dó a dó (primeira oitava) que havia aprendido na semana anterior e aprendi a segunda oitava! Iniciei o exercício de tocar de ré a dó, ligando as duas oitavas, a cada nota. Não sei se expliquei claramente, então vou tentar colocar a notação musical desse exercício, em outra ocasião.

E como o professor percebeu que eu estava fazendo progresso ele me ensinou o comecinho (comecinho MESMO) de Somewhere Over the Rainbow! Foram exatamente 6 notas, mas foi emocionante ter tocado minha primeira melodia!

Na aula de teoria musical, aprendi as pausas, assunto que não lembrava de ter aprendido antes (não quero ser injusta com meus professores anteriores de música).

26/fev/2011 "Nasce" Tenório

Foi numa linda manhã de sábado que nos encontramos.
Eu disse para o vendedor, apontando para a vitrine de instrumentos de sopro, com ares de quem entende do assunto: "Sax tenor, Jupiter, Serie 500, JTS 587, por favor."
Ele balançou a cabeça como quem percebe que vai ganhar uma comissão boa.

Depois de alguns minutos inquietantes de espera (ah, a espera!!), um segundo funcionário chegou carregando-lhe nos braços.
E então, violamos a caixa de papelão que envolvia o case original para verificar a integridade física do instrumento. Não que eu soubesse o que procurar, além de óbvios sinais de danos (amassões, arranhões, etc).

Ele estava lindo, brilhando em seu dourado glorioso!

"Chamar-te-ei Tenório!"

Então o trouxe para casa. Montei-o (sozinha e com receio de estar fazendo errado) e tirei algumas notas. Treinei a escala que eu já conhecia e arrisquei algumas melodias: Over the Rainbow, Ode to Joy, Asa Branca.

Depoimentos dos meus primeiros ouvintes:

"Eu não sabia que esse negócio era tão alto!" - Mãe, ao ser acordada da siesta pelo meu treino
"Quase que sai uma escala!" - Pai, depois de 15 minutos de dó-si-lá-sol-fá-mi-ré-dó...

07 a 09 de março/2011 - Amadeu Russo

Depois do primeiro final de semana de sopros displicentes, veio uma semana ocupada e sem aula de música (carnaval). Resolvi então finalmente (depois de um ano de apenas folhear e juntar poeira) utilizar um dos meus presentes de aniversário mais legais: o "Método Completo para Saxofone - Amadeu Russo".

Além dos exercícios que o professor havia passado de fazer a transição entre as duas oitavas, nota a nota, comecei os primeiros estudos do método, utilizando apenas quatro notas: sol-lá-si-dó.

Meu acordo tácito com os vizinhos é praticar o sax durante uma hora, no máximo até às 20h. Nesses três dias, minha prática se dividiu em meia hora para os exercícios que meu professor passou e meia hora para os exercícios do método. No terceiro dia, encerrei o treino apenas quando consegui completar os exercícios do método sem errar as notas ou as ligações.

10/mar/2011 - Respirar e ouvir como estudante de música

Finalmente, na última aula que tive, aprendi sobre dois tópicos que já tinha lido (e visto vídeos) a respeito: respiração diafragmática e golpe de língua.

Deu para sentir a diferença na duração do sopro ao utilizar a parte inferior dos pulmões para armazenar o ar e usar o diafragma para expulsá-lo. Mas não é algo facilmente dominável. Ainda preciso praticar bastante para que fique mais natural e instintivo.

Mesma coisa para o golpe de língua. É perceptível a diferença no som produzido pelo mesmo sopro, mas separando cada nota por um ligeiro golpe de língua na palheta. Mas ainda estou ouvindo o som da língua "lambendo" a palheta toda vez que faço isso. Preciso praticar isso também.

Na aula de teoria, um dos exercícios mais interessantes foi o ditado rítmico, em que o professor faz um ritmo cantando uns "tá-tá-tá" e o aluno escreve as figuras que apareceram. Além disso, o professor comentou algo não me havia passado pela cabeça: apesar de meu instrumento ser melódico, é muito importante que eu aprenda também sobre harmonia, para tocar bem em conjunto. Ele acrescentou ainda que o entendimento de harmonia seria particularmente útil para improvisações. Achei genial e fiquei animada em roubar o violão da minha irmã e trazer para a minha casa meu antigo teclado para ir aprendendo sobre isso.

O que mais me inspirou nessa terceira aula foi ouvir que agora eu tenho que escutar música com ouvidos de estudante de música, e não apenas apreciadora. Ser considerada "estudante de música" foi um pouco inusitado, mas fiquei igualmente animada com esse comentário.

14/mar/2011 - Primeiros tropeços

Ontem foi o primeiro dia que não completei os 60 minutos de prática. Meu estado de espírito não estava dos mais perseverantes, então assim que eu senti a dificuldade do golpe de língua, fui desanimando.

15/mar/2011 - Primeiros tropeços [2]

Hoje eu nem cheguei a pegar no Tenório... Não culpo ele, culpo meu cansaço.
O ponto positivo de hoje para meu aprendizado foi ter atualizado o blog!
Vamos ver se daqui pra frente não vou tropeçar nisso também.